Época de férias e viagens... é um momento muito especial para todos nós.
Momento de rever a família e os amigos. Momentos de descanso e prazer e de conhecer outros lugares e costumes!
Existem diversas regras que devem ser observadas para quem deseja viajar com segurança com seu animal. Para viagens pelo território nacional basta apresentar a carteira de vacinação do animal atestando a validade da vacina anti-rábica, apresentar um atestado de vacinação, fornecido por qualquer veterinário, informado que o animal não possui qualquer doença infecto-contagiosa.
Não se esqueça que para viagens rodoviárias, incluindo o carro da família, o animal NÃO PODE ir solto dentro do carro, devendo ser mantido dentro de “transportes”.
Esse procedimento, por mais angustiante que seja para o proprietário, é a forma mais segura para a família, além de não desrespeitar a legislação de trânsito vigente no Brasil.
Se a viagem for feita através de avião, certifique-se junto à companhia aérea quais são os procedimentos.
Por questão de segurança, há uma limitação no número de animais por voo. Sendo assim, a comunicação com a empresa aérea para o agendamento da viagem de toda a família é primordial.
Para as viagens internacionais a documentação é bem diferente com pré-requisitos específicos de cada país.
Não se esqueça que, ao regressar para o Brasil, você deve apresentar todas as documentações solicitadas pelas autoridades e que, às vezes, não são as mesmas exigidas pelos países estrangeiros.
A falta de documentação pode fazer seu animal de estimação voltar para o país de origem (olha a confusão!) e o que era uma viagem em família acaba se tornando um pesadelo.
Mas, o que fazer com os nossos animais de estimação quando não é possível levá-los na viagem?
Nossa “Bolinha”, um canino da raça poodle, infelizmente não poderá nos acompanhar e decidimos deixá-la em um hotel para animais.
Confesso que foi uma decisão difícil… Em outras oportunidades, já tivemos experiências péssimas que nos deixaram um tanto mais cuidadosos com isso. Nem tudo o que parece realmente é, quando se trata de hotéis para cães.
A convivência com outros da espécie pode ser boa ou muito ruim, dependendo dos reais cuidados que os responsáveis pelo hotel tiverem.
Mas o ponto é: quais são os cuidados antes de deixar nossos animais nesses hotéis? Sugiro algumas orientações:
Visite o local antes de deixá-lo para verificar as condições de higiene e segurança;
Verifique os hábitos do local. Os animais ficam soltos ou presos? Por quanto tempo? Qual o tamanho do local onde ficam confinados? O local é aberto ou
fechado? Possui ventilação ou ar-condicionado?
Verifique a periodicidade da limpeza das instalações, incluindo os canis, potes de comida e água e a limpeza da piscina, quando houver;
Certifique-se que o local não receberá animais agressivos ou anti-sociais;
O local deve exigir a carteira de vacinação do animal, atestando que todas as vacinas estão em dia;
Usar um bom produto ectoparasiticida, impedindo a infestação do animal com pulgas, carrapatos ou piolhos (muito comum quando se juntam vários animais, cujos donos tem diferenciais de trato);
Por mais que os locais ofereçam serviço veterinário, avise o seu médico de confiança que você está viajando e que qualquer emergência ele poderá ser avisado;
Alguns locais oferecem serviço de acompanhamento via internet o que pode ser um diferencial na hora da escolha;
A indicação de um serviço de qualidade, quando possível, é essencial.
No mais, um 2014 repleto de realizações profissionais e pessoais, com muita alegria, saúde e uma excelente viagem e na volta, bons momentos com seu animal de estimação.
Em todo Brasil, a ideia de comungar com a natureza ao natural cresce, e já faltam opções aos adeptos, cuja preferencia maior recai sobre praias destinadas a eles.
A ideia não é chocar!...Mas sim, ter recantos onde os adeptos possam curtir o momento normalmente, sem criar incômodos ou, serem incomodados.
Naturistas buscam espaço no litoral paulista
A praia de nudismo mais próxima de São Paulo é Abricó, que fica na Praia de Grumari, no Rio de Janeiro
A FBrN (Federação Brasileira de Naturismo) está em busca de um lugar no litoral paulista para virar a 9ª praia de nudismo no Brasil.
Até hoje existem legalmente oito lugares à beira mar em que a nudez é permitida. Nenhum deles fica dentro de São Paulo --o Estado mais populoso do país, com 43,6 milhões de habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e com a maior concentração de naturistas: cerca de 2.000 pessoas certificadas pela FBrN.
A praia de nudismo mais próxima, Abricó, fica no Rio de Janeiro. "Viajar até lá para praticar o naturismo não é muito prático e nem viável financeiramente", afirma Renata Freire, presidente do Conselho Maior FBrN e membro da entidade responsável por acompanhar o projeto Praia Naturista Região Sudeste.
Moradora de Campinas (93 km de São Paulo), Renata afirma que seu grupo costuma se reunir mensalmente durante o final de semana em chácaras.
A necessidade de uma praia vem da própria definição de naturismo: um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática da nudez social. Ou seja, sem apelo sexual. "Não há nada de sexo. Somos respeitosos com as pessoas e entre nós, gostamos de praticar esportes e curtimos a praia como todos gostam de curtir", diz Renata.
Entretanto, não existe uma lei federal que assegure os direitos dos naturistas, eles são regidos por leis municipais.
Geralmente, o pedido para transformar uma praia em naturista é feito às prefeituras. Depois disso, ela debate com a população e pode aprovar ou rejeitar.
Praias de nudismo pelo Brasil
Conheça belas praias certificadas (FBrN) e espalhadas pelo litoral, onde curtir o verão bem à vontade
Paraíba - Praia de Tambaba, situada na costa do Conde à 45 KM de João Pessoa, com nudez obrigatória na praia. Possui infraestrutura de bares e pousadas;
Bahia - Praia de Massarandupió, junto a praia das Dunas no Munícipio de Entre Rios. Nudez obrigatória e possui infraestrutura; - Praia de Trancoso, próximo a Porto Seguro - Praia não certificada mas, que em determinados trechos são admitidos normalmente o naturismo e/ou, o topless. Possui infraestrutura;
Espirito Santo - Praia de Barra Seca à 50 Km de Linhares, situada em uma ilha, com infraestrutura próxima. Nudez obrigatória;
Rio de Janeiro - Praia do Olho de Boi, próximo à armação de Búzios (2Km). A nudez é opcional e não dispõe de infraestrutura no local; - Praia de Abricó, junto a praia de Grumari, sendo a nudez obrigatória somente aos finais de semana e, opcional em outros dias. Dispõe de infraestrutura próxima;
- Praia Brava, próximo a Cabo Frio com nudez opcional e infraestrutura; - Praia do Jurubá, próximo à Paraty, com nudez obrigatória e infraestrutura;
Santa Catarina - Praia de Galhetas à 17 Km de Florianópolis, nudez obrigatória e infraestrutura; - Praia do Pinho, Junto ao Balneário de Camboriú, com nudez obrigatória e infraestrutura; - Praia de Pedras Altas , à 30 Km de Florianópolis, no município de Palhoça, com nudez obrigatória e sem infraestrutura qualquer.
SãoPaulo - Praia Brava: negociações interrompidas
A procura por uma praia se dá após um projeto frustrado de transformar em naturista a Praia Brava, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.
Localizada ao lado da praia de Boiçucanga, trata-se de um espaço de ondas fortes, pouco frequentada principalmente por causa ao difícil acesso.
Lá só se chega por uma trilha de 2 km, com subidas e descidas íngremes, ou de barco.
Há quase quatro anos, grupos praticantes tentavam se introduzir na comunidade local e divulgar os princípios do naturismo. Entretanto, depois de um início próspero e de diálogos abertos, moradores se demonstraram contrários à ideia.
"Tivemos um bom início de contato com reunião com a associação e apresentação de vídeo mostrando nossa prática. Também visitamos a praia ao lado de um guia oferecido pelos próprios moradores que, inclusive carregaram lanches e bebidas para comprarmos na praia e fazermos um piquenique", diz.
Entretanto, após a visita, os moradores locais não concordaram em dividir o lugar. Em dezembro deste ano, um grupo naturista de 24 pessoas, entre elas crianças, foi convidado a se retirar da Praia Brava.
Eliane Bortoluzzi, moradora de Boiçucanga, local próximo à Praia Brava, é uma das pessoas que são contra o nudismo na região. "Moro muito perto e frequento a Praia Brava com a minha filha adolescente. Também há muitos jovens que visitam e até passeios de escola, com crianças. Não sou a favor de se transformar em praia naturista", diz.
Uma outra moradora, que prefere não se identificar, aponta outro motivo: "Esse é um parque estadual, uma reserva. A lei não permite nenhum tipo de atividade que não preserve o parque. Isso não pode mudar. Sou contra qualquer tipo de movimentação. As poucas pessoas que frequentam a trilha já deixam lixo."
Contudo, os naturistas encontram simpatizantes entre alguns moradores, principalmente os que trabalham com serviços de turismo, como Mauro Moreira, morador de Boiçucanga e proprietário do Porangaba Camping. "Acho que atrairia mais turistas, principalmente um público segmentado. Não é muita gente que frequenta a Praia Brava, pois não é fácil de chegar nela", afirma.
O morador José Benedito dos Santos, que faz passeios de barco para o lugar, também apoia a causa. "Não acho que os naturistas prejudicariam. Frequentar a praia sem roupas, para mim, está tudo bem. Seria maravilhoso ver gente bonita numa praia linda", afirma.
A Prefeitura de São Sebastião se mantém imparcial. "A posição do município não está formada", afirma Marianita Bueno, secretária de Cultura e Turismo de São Sebastião. Segundo Marianita, isso acontece por causa da falta de uma lei estadual --a praia pertence à área de proteção ambiental do Parque Estadual Serra do Mar. "Uma praia de naturismo exige a aprovação de uma lei numa Câmara Municipal e audiências públicas para debater com a população. Isso não aconteceu em São Sebastião", diz a secretária.
Questionada sobre a possibilidade do naturismo fomentar o turismo na região, Marianita se mostrou cética. "Queria ver uma pesquisa de outras praias de naturismo para saber o quanto aumentou o número de turistas. Nós recebemos 1,5 milhão de visitantes por ano em São Sebastião. Não sei se faria muita diferença um grupo pequeno de 20 frequentadores a mais", afirma.
Diante do debate, a FBrN preferiu recuar e pausar as negociações. "Não desistimos, mas precisamos de um tempo em silêncio para podermos avaliar outros espaços que possam nos atender", diz Renata.
Austrália - Evento com pelados propõe ignorar preocupações com o corpo
Homens e mulheres entram nus no mar para nadar, em Sydney (Austrália). Eles participam de evento que incentiva as pessoas a tentarem algo diferente e estimula que joguem fora as preocupações com a imagem corporal.
A praia perfeita
Orla tranquila, areia deserta, com poucos moradores e número pequeno de frequentadores.
Se estiver cercada por costões, encostas de morros ou por árvores e mato alto, ainda melhor. O acesso um pouco mais difícil também é um quesito importante.
"Geralmente, os frequentadores de lugares menos acessíveis não se incomodam com a nudez. Alguns são até adeptos de tomar sol de corpo inteiro", afirma Renata.
Antes de efetuar um pedido de legalização de nudismo a uma prefeitura, os grupos naturistas costumam frequentar as praias e conscientizar a população local sobre a prática do nudismo. "Visitamos e observamos a frequência da área e perfil dos usuários. Vamos entrando em contato e experimentando a nudez para verificar a aceitação", explica Renata. Somente com a aceitação dos moradores é feito o pedido à prefeitura.
"Também devemos ter um grupo de naturistas por perto que possa estar sempre pela praia. Se não marcarmos presença, os moradores que não aceitam a nudez acabam ocupando o espaço", diz Renata Freire.
Por isso mesmo, ela está dando mais um passo em direção à primeira praia de nudismo de São Paulo. Ela está estruturando um grupo em São José dos Campos, cidade que fica mais próxima do litoral.
A vaidade das moças e os rituais do sexo entre os indígenas que residiam na Bahia
Vaidosas e sensuais eram as índias baianas, mulheres e adolescentes que aqui residiam no século do Descobrimento e da fundação de Salvador e, segundo os cronistas da época, muito namoradeiras também.
Não dispensavam uma boa rede, ou um encontro furtivo no meio da mata; namoravam encostadas e embaixo de árvores frutíferas e há quem diga que “comer” como sinônimo de fazer sexo tenha se originado da prática do casal degustar os frutos caídos no chão, após o ato.
Andavam as índias despidas, as vezes dissimulando a nudez com os longos cabelos pretos e soltos, brilhantes pelo uso do óleo de coco.
Usavam brincos nas orelhas furadas, pequenas conchas do mar, e gostavam se de pintar no rosto com um preparado a base do negro azulado do genipapo. Vaidosas, aumentavam as sobrancelhas com “traços enérgicos” de tinta.
As moças distinguiam-se pelo uso continuo de uma faixa vermelha de Tapacurá amarrada na coxa e que representava a sua condição de virgens
Namorar tinha preceitos e rituais estabelecidos entre os indígenas, mas com os recém chegados o sexo era casual. O Padre Nóbrega reclamava da excessiva liberalidade das índias, como também dos portugueses que raptavam meninas moças.
Mas era nas aldeias que os rituais do sexo envolviam todas as gerações. Estimulados pela bebida (cauim) e as danças nos dias de festa, as índias mais velhas excitavam os meninos e adolescentes e se deitavam com eles.
As mais velhas de fato, abandonadas pelos maridos, seduziam os garotos com mimos e presentes e lhes ensinavam as formas de obter prazer.
No auge da bebedeira ocorria de tudo, inclusive incesto. Segundo os cronistas os Tupinambás praticavam sexo com as tias e irmãs e não raras vezes com as próprias filhas. Alguns índios envergonhavam-se do tamanho do pênis e então aumentavam o membro com o artifício de esfregar o pelo peçonhento de lagartas; inchava em proporções exageradas e acreditavam que assim proporcionavam às índias maior prazer.
O certo é que as mulheres Tupinambás de todas as idades e em todas as circunstâncias eram como escravas de seus maridos, senhores, ou raptores.
Admitiam a poligamia na aldeia, com a outra morando sobre o mesmo teto; conformavam-se com serem descartadas para o sexo e relegadas a um segundo plano nas tarefas domésticas; aceitavam a escravidão de cama, mesa e quintal nos casamentos forçados com europeus; e nesse contexto, o adultério deles dentro da aldeia era tradição cultural e o delas era punido com severos castigos, ou com a morte.
( imagens apenas ilustrativas, referências do Parque Nacional do Xingu).
Rituais Indígenas bizarros
Mastigando próprio pênis!
Silvícolas australianos retiraram o prepúcio do pênis dos meninos, sem anestesia, e em seguida o garoto precisa se ajoelhar sobre um escudo próximo a uma fogueira.
Então, ele tem que comer a própria pele crua e sem mastigar. Quando a circuncisão termina de cicatrizar eles sofrem outra “cirurgia”.
Nessa o órgão genital é cortado na parte inferior, próximo aos testículos. O sangue que escorre deverá cair em uma fogueira, isso significa purificação.
Depois disso o homem é obrigado a se abaixar e urinar como uma mulher.
Perdendo a memória
Na tribo algonquinos, os meninos são isolados do restante da tribo e enjaulados.
Eles experimentam uma substância chamada wysoccan que é quase cem vezes mais alucinógena que o LSD.
O ritual pretende fazer com que os garotos esqueçam das lembranças da infância e se tornem homens.
O droga é tão forte que alguns meninos perdem a memória da família e até da própria identidade, muitos perdem até a fala.
Quando algum garoto ainda se lembra de coisas da infância, ele é imediatamente levado de volta para o ritual.
Apurando a visão e os sentidos.
Os índios Matis, habitantes da floresta amazônica, realizam provas com garotos da tribo, para saberem se estes estão habilitados a participar das caçadas com os homens.
Os meninos recebem veneno direto no olho que, segundo a tradição, é para melhorar a visão e aguçar os sentidos.
Em seguida são espancados e chicoteados e são inoculados por um poderoso veneno de um sapo da região.
Entendem que o veneno aumenta a força e a resistência dos adolescentes, o que só é comprovado depois que sofrer muitos enjoos, vômitos e diarreia.
Cura.
Os Kalankó praticam um ritual chamado " Mesa do Ajucá”.
A finalidade da prática é curar as enfermidades por meio de consulta direta aos encantados.
Um pano quadrado é colocado no chão com fumo e alho em cada uma das pontas.
Inicialmente, os indivíduos dão voltas ao redor fumando o campiô, (um cachimbo indígena).
Acontecem rodadas de canto. O doente é encruzado por três vezes, com o campiô, maracá e alho.
Depois da música, o cantador diz receber uma energia encantada que faz que ele receite remédios do mato, dê conselhos e consultas.
Prova de Bravura.
O salto dos índios Vanuatu é para mostrar masculinidade e impressionar as mulheres e os deuses.
Garotos da tribo, com cerca de 7 ou 8 anos, tem que saltar de uma altura de cerca de 30 metros, com cipós amarrados nos tornozelos.
Na queda, a velocidade chega a aproximadamente 72 quilômetros/h.
O salto é considerado perfeito quando o menino consegue chegar a cabeça bem próxima ao chão.
Como os cipós não são elásticos e a medida pode ser calculada errada é possível a ocorrência de sérios acidentes ou, até a morte.
Circuncisões no geral
A tribo no Quênia Okiek, mantem um ritual de passagem para adolescentes de 14 a 16 anos.
Os meninos e meninas tem seus órgão sexuais circuncidados.
Adiante, eles ficam separados de adultos do sexo oposto de quatro a 24 semanas. Os participantes do ritual se pintam com argila branca e carvão, a fim de parecerem selvagens e, finalmente então, estarão prontos para receber conselhos dos anciãos.
A circuncisão é feita com uma lâmina velha e sem maiores cuidados de higienização.
Nas meninas, é feita a remoção do clitóris que as deixam incapacitadas de sentir prazer sexual.
Alguma moça que se recuse ao ritual, ficará isolada do restante da tribo.
Honras fúnebres.
As honras fúnebres da tribo de índios Bororo pode durar até três meses.
A demora é para aguardar uma total putrefação da carne do defunto.
O morto é deixado numa cova rasa no centro da aldeia e diariamente o corpo é regado para acelerar a decomposição.
Enquanto isso, são realizados rituais com danças, comidas, bebidas e encenações.
Ao final dos três meses, é exumado e os ossos são lavados para remover todo o tecido podre. Finalmente, os ossos são pintados. Dispostos em uma cesta que levada ao rio é afundada na parte mais funda ficando presa a um pau que fica com a ponta para fora do rio.
O local é chamado de “morada das almas”.
Primeira menstruação.
Na Amazônia a tribo Tukuna executa um ritual com meninas que começam a menstruar.
Durante até 12 semanas elas ficam isoladas em um local construído já com esse propósito.
Acredita-se que a moça está no submundo e correndo perigo de domínio do demônio chamado Noo.
No ritual outras pessoas utilizam máscaras e se tornam reencarnações do demônio.
Para se proteger, a moça passa dois dias com o corpo pintado de preto.
No terceiro dia a garota é levada para festividades de libertação e dançam até o amanhecer.
A menina recebe uma lança com fogo para jogar no suposto demônio. Feito isso, ela está livre para se tornar uma mulher adulta.
Para casar tem que engordar (?)
A tribo nigeriana, chama de Iria, o ritual com adolescentes entre 14 e 16 anos que são levadas para lugares onde recebem alimentos pesados até engordar.
Durante vários dias elas cantam canções.
A tribo Okrika acredita que essas jovens podem ter ligações amorosas com espíritos aquáticos, por isso cantam músicas tradicionais da tribo antes de casar.
É no último dia do rito que as meninas passam nas águas, com uma mulher mais experiente, que as "leva" para longe da ação dos espíritos .
Prova de masculinidade
Na tribo amazonense Satere-Mawe é muito doloroso, a prova de masculinidade imposta aos jovens pretendentes. Para provar, os garotos da tribo são obrigados a colocar as mãos dentro de uma luva cheia de formigas-bala.
Só para se ter uma ideia da dor, a mordida dessa formiga é 20 vezes mais dolorida que a de uma vespa. Durante 10 minutos os meninos ainda tem que dançar com as mãos sofrendo picadas.
A dor, de tão forte, costuma causar convulsões e mal estar, além de perdurar por até 24 horas.
A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças.
Como enfrentar esse problema?...
CAMILA GUIMARÃES E LUIZA KARAM, COM ISABELLA AYUB
Os alunos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam reunidos, numa tarde ensolarada no mês passado, para o momento mais especial de sua vida escolar, a formatura.
Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais.
O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais.
Elas foram repetidas nove vezes em 13 minutos. “Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem, vocês não são especiais”, disse McCullough logo no começo. “Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo.
(...) Assistimos a todos os seus jogos, seus recitais, suas feiras de ciências. Sorrimos quando vocês entram na sala e nos deliciamos a cada tweet seus.
Mas não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são.”
O que aconteceu nos dias seguintes deixou McCullough atônito. Ao chegar para trabalhar na segunda-feira, notou que havia o dobro da quantidade de e-mails que costumava receber em sua caixa postal.
Paravam na rua para cumprimentá-lo. Seu telefone não parava de tocar. Dezenas de repórteres de jornais, revistas, TV e rádio queriam entrevistá-lo. Todos queriam saber mais sobre o professor que teve a coragem de esclarecer que seus alunos não eram o centro do universo.
Sem querer, ele tocara num tema que a sociedade estava louca para discutir – mas não tinha coragem. Menos de uma semana depois, McCullough fez a primeira aparição na TV. Teve de explicar que não menosprezava seus jovens alunos, mas julgava necessário alertá-los.
“Em 26 anos ensinando adolescentes, pude ver como eles crescem cercados por adultos que os tratam como preciosidades”, disse ele. “Mas, para se dar bem daqui para a frente, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha, que nenhum é mais importante que o outro.”
A reação ao discurso do professor McCullough pode parecer apenas mais um desses fenômenos de histeria americanos. Mas a verdade é que ele tocou numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos.
Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real.
“Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se eles fossem da realeza”, afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da Geórgia e coautor do livro Narcisism epidemic (Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português. “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo.”
Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo!...
Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos?
Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.
“Esse grupo tem dificuldade em aceitar críticas e tarefas que não consideram a sua altura”, diz Daniela do Lago, especialista em comportamento no trabalho e professora da Fundação Getulio Vargas.
Daniela conta que, recentemente, uma das empresas para a qual dá consultoria selecionava candidatos ao cargo de supervisor. A gerente do departamento de marketing fazia as entrevistas, e uma de suas estagiárias a procurou, se candidatando ao cargo. A gerente disse que gostara da iniciativa ousada, mas respondeu que a moça ainda não estava madura nem preparada para assumir a função. Ela fora contratada havia apenas dois meses. Mesmo assim não gostou da resposta. “Achou que sofria perseguição”, diz Daniela.
Dentro das empresas brasileiras, esse tipo de comportamento já foi identificado como a principal causa da volatilidade da mão de obra jovem.
A Page Personnel, uma das maiores empresas de recrutamento de jovens em início de carreira, fez um levantamento entre brasileiros de até 30 anos sobre suas expectativas de promoção. Quase 80% responderam que pretendem mudar de empresa se não forem promovidos.
A expectativa exagerada dos jovens foi detectada no livro Generation me (Geração eu), escrito em 2006 por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego.
No trabalho seguinte, em parceria com Campbell, ela vasculhou os arquivos de uma pesquisa anual feita desde os anos 1960 sobre o perfil dos calouros nas universidades. Descobriu que os alunos dos anos 2000 tinham traços narcisistas muito mais acentuados que os jovens das três décadas anteriores.
Em 2006, dois terços deles pontuaram acima da média obtida entre 1979 e 1985. Um aumento de 30%. “O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos”, diz Campbell.
Os maiores especialistas no assunto concordam que a educação que esses jovens receberam na infância é responsável por seu ego inflado e hipersensível. E eles sabem disso.
Uma pesquisa da revista Time e da rede de TV CNN mostrou que dois terços dos pais americanos acreditam que mimaram demais sua prole. Sally Koslow, uma jornalista aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara quatro anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. “Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência”, diz ela. “Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho.”
A mensagem
Para os mimados É possível combater na vida adulta os efeitos de uma criação permissiva demais
Para os pais Inflar a autoestima das crianças não é o melhor caminho para o sucesso delas na vida adulta
Que criação é essa que, mesmo com a garantia da melhor educação e sem falta de atenção dos pais, produz legiões de narcisistas com dificuldade de adaptação?
Os estilos de criação modernos têm em comum duas características. A primeira é o esforço incansável dos pais para garantir o sucesso futuro de sua prole – e esse sucesso depende, mais do que nunca, de entrar numa boa universidade e seguir uma carreira sólida.
Nos Estados Unidos, a tentativa de empacotar as crianças para esse modelo de vida começa desde cedo. Escolas infantis selecionam bebês de 2 anos por meio de testes. Isso acontece no Brasil também. No colégio paulista Vértice, um dos mais bem classificados no ranking do Enem, há fila para uma vaga no jardim da infância.
O segundo pilar da criação moderna está na forma que os pais encontraram para estimular seus filhos e mantê-los no caminho do sucesso: alimentando sua autoestima. É uma atitude baseada no Movimento da Autoestima, criado a partir das ideias do psicoterapeuta canadense Nathaniel Branden, hoje com 82 anos.
Em 1969, ele lançou um livro pregando que a autoestima é uma necessidade humana. Não atendida, ela poderia levar a depressão, ansiedade e dificuldades de relacionamento.
Para Branden, a chave para o sucesso tanto nas relações pessoais quanto profissionais é nutrir as pessoas com o máximo possível de autoestima desde crianças. Tal tarefa, diz ele, cabe sobretudo a pais e professores.
Foi uma mudança radical na maneira de olhar para a questão. Até a década de 1970, os pais não se preocupavam em estimular a autoestima das crianças. Temiam mima-las. O movimento de Branden chegou ao auge nos Estados Unidos em 1986, quando o então governador da Califórnia, George Deukmejian, assinou uma lei criando um grupo de estudos de autoestima. Os pesquisadores deveriam descobrir como as escolas e as famílias poderiam estimulá-la.
Os pais reuniram esses dois elementos – o desejo de ver o filho se dar bem na vida e a ideia de que é preciso estimular a autoestima – e fizeram uma tremenda confusão.
Na ânsia de criar adultos competentes e livres de traumas, passaram a evitar ao máximo criticá-los. O elogio virou obrigação e fonte de trapalhadas. Para fazer com que as crianças se sintam bem com elas mesmas, muitos pais elogiam seus filhos até quando não é necessário.
O resultado é que eles começam a acreditar que são bons em tudo e criam uma imagem triunfante e distorcida de si mesmos. Como distinguir o elogio bom do ruim? O exemplo mais comum de elogio errado, dizem os psicólogos, é aquele que premia tarefas banais. Se a criança sabe amarrar o tênis, não é necessário parabenizá-la por isso todo dia. Se o adolescente sabe que é sua obrigação diária ajudar a tirar a mesa, diga apenas obrigado.
Não é preciso exaltar sua habilidade em dobrar a toalha. Os elogios mais inadequados são feitos quando não há nada a elogiar. Se o time de futebol do filho perde de goleada – e o desempenho dele ajudou na derrota –, não adianta dizer: “Você jogou bem, o que atrapalhou foi o gramado ruim”. Isso não é elogio. É mentira.
Para piorar, um grupo de psicólogos afirma agora que a premissa fundamental do movimento da autoestima estava errada. “Há poucas e fracas evidências científicas que mostram que alta autoestima leva ao sucesso escolar ou profissional”, diz Roy Baumeister, professor de psicologia da Universidade Estadual da Flórida.
Ele é responsável pela mais extensa e detalhada revisão dos estudos feitos sobre o tema desde a década de 1970. Descobriu que a autoestima alta é provocada pelo sucesso – não é causa dele.
Primeiro vêm a nota boa e a promoção no trabalho, depois a sensação de se sentir bem – não o contrário. “Na verdade, a autoestima elevada pode ser muitas vezes contraproducente. Ela produz indivíduos que exageram seus feitos e realizações.”
Outra de suas conclusões é que o elogio mal aplicado pode ser negativo. “Quando os elogios aos estudantes são gratuitos, tiram o estímulo para que os alunos trabalhem duro”, afirma.
Narcisistas sem rumo Com uma visão distorcida de suas qualidades, com dificuldade para lidar com as críticas e aprender com seus erros, muito jovens narcisistas não conseguem se acertar em nenhuma carreira. Outros vão parar na terapia.
Esses jovens acham que podem muito. Quando chegam à vida adulta, descobrem que simplesmente não dão conta da própria vida. Ou sentem uma insatisfação constante por achar que não há mais nada a conquistar. Eles são estatisticamente mais propensos a desenvolver pânico e depressão. Também são menos produtivos socialmente. Em terapia desde os 15 anos, Priscila Pazzetto tem hoje 25 e não hesita em dizer que foi e ainda é mimada. “Uma vez pedi para minha mãe me pôr de castigo, porque não sabia como era”, afirma.
Os pais se referem a ela como “nossa taça de champanhe”, a caçula de três irmãos que veio brindar a felicidade da família num momento em que seu pai lutava contra um câncer. “Nasci no Ano-Novo. Quando assistia às chuvas de fogos na TV, meus pais diziam que aquilo tudo era para mim, para comemorar meu aniversário”, diz Priscila.
Quando cresceu, nada disso a ajudou a terminar o que começava. Tentou inglês, teatro, tênis, caratê, futebol, jiu-jítsu e natação. Interrompeu até o hipismo, pelo qual era apaixonada. Estudou em sete colégios particulares de São Paulo e, com frequência, seu pai precisou interferir para que ela passasse de ano.
Passou em três vestibulares, mas não concluiu nenhum curso superior. “Simplesmente não me sinto motivada a ir até o fim”, afirma. Ainda morando com os pais, Priscila acaba de fazer um curso técnico de maquiagem e diz que arrumou emprego na butique de uma amiga. Tenta de novo começar.
Claro, nem todos da turma do “eu me acho” estão sem rumo. Muitos são empreendedores bem-sucedidos, e seu estilo de vida – independente, inquieto, individualista – tem defensores ferozes. Um deles é a escritora americana Penelope Trunk, uma ex-jogadora de vôlei de praia que se tornou a maior propagandista da geração nascida na década de 1980, chamada nos Estados Unidos de geração Y. “Qual o problema em se sentir o máximo?”, diz ela. “Se você se sente incrível, tem mais chances de fazer coisas incríveis, sem ligar para pessoas que recomendam o contrário.”
Quando os integrantes da turma do “eu me acho” conseguem superar o fato de não ser perfeitos e se põem a usar com dedicação a excelente bagagem técnica e cultural que receberam, coisas muito boas podem acontecer.
Aos 20 anos, no início de sua carreira, o paulistano Roberto Meirelles, hoje com 26, conseguiu seu primeiro estágio. Seu sonho era se tornar diretor de arte. Morava com a mãe numa casa confortável, tinha seu próprio carro e não sofria nenhuma pressão para sair de casa. Resolveu trabalhar até de graça.
Aos 24 anos, foi promovido e assumiu o cargo que almejava. Chamou os amigos e deu uma festa. Seus pais ficaram orgulhosos. Sete meses depois, assinou sua carta de demissão. Não era aquilo que ele realmente queria. Seus antigos colegas de trabalho riram ao ouvir que ele estava deixando a agência para “fazer algo em que acreditava”.
Seus pais não compreenderam o que ele queria dizer com “curadoria de conhecimento”, expressão que usou para definir seu empreendimento. Apesar da descrença geral, ele foi em frente e criou com dois amigos uma empresa que seleciona informação e organiza estudos sobre temas diversos, para vendê-los no mercado corporativo e para pessoas físicas.
Com dois anos recém-completados, a Inesplorato conseguiu faturamento de R$ 1,4 milhão. “Minha maior conquista foi conseguir ganhar dinheiro com uma ideia própria. Eu amo isso”, diz Meirelles.
Uma das conclusões a que o psicólogo Baumeister chegou na revisão dos estudos sobre autoestima pode servir de esperança para os jovens da geração “eu me acho” que ainda estão perdidos: a autoestima produz indivíduos capazes de fazer grandes reviravoltas em sua vida.
Justamente por ter um ego exaltado, eles têm a ferramenta para ser mais persistentes depois de um fracasso.
Em seu último livro, Força de vontade (Editora Lafonte), Baumeister dá outra dica de como conduzir a vida: ter controle dos próprios impulsos é mais importante que a autoestima como fator de sucesso. “A força de vontade é um dos ingredientes que nos ajudam a ter autocontrole. É a energia que usamos para mudar a nós mesmos, o nosso comportamento, e tomar decisões”, disse ele.
Também há esperança para os pais que se pegam diariamente na dúvida sobre como lidar com suas crianças. Muitos deles conseguem criar seus filhos equilibrando limite e afeto e ensinando a lidar com frustrações sem ferir a autoestima (leia os quadros acima).
Na casa de Maria Soledad Más, de 49 anos, e Helder, de 35, pais de Natália, de 9 anos, e Mariana, de 11, os direitos estão ligados ao merecimento e a responsabilidades. “As meninas aprenderam a lidar com erros e frustrações desse jeito”, diz Helder.
Para Mariana, uma frustração é não ter celular, já que a maioria das amiguinhas tem seu próprio aparelho. “Explico a ela que ter celular envolve responsabilidade e que ela é muito nova”, diz a mãe. “Claro que esse assunto sempre volta à tona, mas não incomoda. Ela acata bem nossas decisões.”
Esses modelos de criação domésticos são chamados pelos psicólogos de “estilo parental”. Não é uma atitude isolada ou outra. É o clima emocional criado na família graças ao conjunto de ações dos pais para disciplinar e educar os filhos.
Eles começaram a ser estudados em 1966 pela psicóloga Diana Baumrind, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley. De acordo com sua observação, ela dividiu os pais em três tipos: os autoritários, os permissivos e aqueles que têm autoridade, os competentes.
O melhor modelo detectado por psicólogos, claro, são os pais competentes. Eles são exigentes – sabem exercer o papel de pai ao impor limites e regras que os filhos devem respeitar –, mas, ao mesmo tempo, são flexíveis para escutar as demandas das crianças e ceder, se julgarem necessário.
A criança pode questionar por que não pode brincar antes de fazer o dever de casa, e eles podem topar que ela faça como queira, contanto que o dever seja feito em algum momento.
Mas jamais admitirão que a criança não cumpra com sua obrigação.
Ao dar limites, podem ajudar o filho a aprender a escolher e a administrar seu tempo. Os filhos de pais competentes costumam ser muito responsáveis, seguros e maduros. Têm altos índices de competência psicológica e baixos índices de disfunções sociais e comportamentais .
Os piores resultados vêm da criação de pais negligentes. Eles não são exigentes, não impõem limites e nem estão abertos a ouvir as demandas dos filhos. Segundo pesquisas brasileiras – com amostras pequenas, que não devem ser tomadas como definitivas –, esse é o estilo parental que predomina no país nos últimos anos.
Quando se fala em estilo negligente de criação, isso não quer dizer que a criança está abandonada e não receba o suficiente para suprir suas necessidades materiais e de afeto. O problema é mais sutil.
Com medo de parecer repressores, esses pais hesitam em impor limites. “É uma interpretação errônea dos modelos educacionais propostos a partir da década de 1970. Eles pregavam que a criança não deveria ser cerceada para que pudesse manifestar todo seu potencial”, diz Claudete Bonatto Reichert, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil. “Provavelmente, a culpa que os pais sentem por trabalhar fora leva a isso.” Se parece difícil implantar em sua casa o modelo dos pais com autoridade, ainda há outra esperança. Nem todos concordam que os pais sejam totalmente responsáveis pela formação da personalidade dos filhos.
A psicóloga britânica Judith Harris, de 74 anos, ficou famosa por discordar do tamanho da influência dos pais na criação dos filhos. Para ela, se os filhos lembram em algo os pais, não é graças à educação, mas à genética. “Os pais assumem que ensinaram a seus filhos comportamentos desejáveis.
Na verdade, foram seus genes”, afirma.
O resto, diz Judith, ficará a cargo dos amigos, a quem as crianças se comparam. É por isso que ela acha inútil tentar dar aos filhos uma criação diferente da turma do “eu me acho”. “Houve uma mudança enorme na cultura”, afirma.
“As crianças são vistas como infinitamente preciosas. Recebem elogios demais não só em casa, mas em qualquer lugar aonde vão. O modelo de criação reflete a cultura.”